terça-feira, junho 28, 2011

terça-feira, junho 14, 2011

Não se preocupe. Eu digo que estou mal, faço drama, escrevo porcarias… mas eu tô bem. Quando eu estiver em silêncio, aí sim se preocupe! Se eu estiver mergulhado no silêncio é porque nem forças pra falar eu tenho.

segunda-feira, junho 13, 2011

Eu queria sentir raiva em vez de ficar triste. Queria sair gritando e quebrando tudo em vez de me esconder pra chorar. Queria bater de frente, ser forte o suficiente. Eu sei que talvez esse não seja o verdadeiro sentido de ser forte, e que forte é a rocha que tudo suporta, e não as ondas que tudo destroem. Mas nos momentos difíceis eu me sinto fraca, e não devia ser assim: acumular bastante, pra só depois explodir.

Cansei de pedir desculpas pelo jeito que ajo. Cansei de ouvir dos outros como devo fazer, viver, conversar e agir. Não vou me martirizar e tentar ser diferente pra fazer alguém se sentir melhor. Eu vou ser isso aqui mesmo, e que se dane a opinião alheia. Se eu tô feliz, tá tudo certo, não vou me incomodar com mais nada e nem ninguém. Não é egoísmo. Só descobri que, de tanto você pensar nos outros, acaba esquecendo de si.

sexta-feira, junho 10, 2011

Não sei bem em que momento de decepção eu me perdi, mas posso dizer que o novo sempre me deixará perplexo e fascinado, sendo ele provindo de algo positivo ou negativo. Não é algo que eu possa descrever com facilidade; aliás, nunca consigo expressar com exatidão o que sinto, mas sempre há aquele momento de “e agora?” que marca o início de um novo começo e o instante exato do fim de uma história. Logo, vejo que o quanto estava acomodado com as situações do cotidiano, e vejo também que o meu medo de mudanças na vida é o fato de suas consequências serem imensuráveis, podendo, então, causar coisas ínfimas em meus valores, ou podendo causar algo maior, que abale todas as outras coisas que vivo, como em um efeito dominó. Neste momento, talvez eu não queira que todas as perguntas tenham uma resposta, assim como todos os fatos tenham seus devidos culpados. Não acho que respostas e culpados poderiam mudar o rumo dos fatos, mas a razão para que eu não queria sempre as respostas é que elas podem revelar fatos contra mim. Definir culpados aos erros não retira seus danos, mas nos deixa com um sentimento de alívio… Desculpe-me, mas ainda estou inconformado com o jeito com que você me iludiu, o jeito com que você me deixou a mercê de todos seus desejos, e de repente me vi livre para compartilhar meus pensamentos mais profundos. Tenho que dizer que é duro ouvir pela primeira vez que “Não há mensagens na minha caixa de entrada”. Também é difícil de acreditar que, no fim do dia, senti que faltava algo para completar o vazio, e lembrar que esse vazio se encaixava com sua voz… sua presença. Não digo tudo isso por arrependimento. Na verdade, todos nós somos obrigados a amadurecer e evoluir; algo bem além das normas sociais. Você no seu caminho. Eu no meu rumo. Algo bem difícil de dizer depois de afirmarmos um ao outro que tomaríamos a mesma estrada. E agora que olho para o relógio à procura
de fuga e escrevo cartas que não sei para quem enviar, sei que tudo o que restou de nós parece tão insignificante comparado a tudo que vivemos. Me coloco em dúvida sobre a veracidade de nossas promessas, mas agora sei que o que valeu foi o que vivi… talvez vivemos. Sempre te valorizei demais; mais até do que eu consigo. Está na hora de eu me valorizar, de eu ter uma base própria e sólida em que me apoiar.
Obrigado por tudo o que vivemos, mas agora só quero sorte porque o futuro tem esse jogo divertido de incertezas.